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Brasil e Bolívia selam acordo sobre o gás natural No mês de fevereiro, depois de quase um ano de negociações, o Brasil e a Bolívia chegaram finalmente a um acordo sobre o preço do gás. O acordo define que os componentes do gás serão considerados separadamente e os pagamentos serão realizados segundo as cotações internacionais de cada componente. Os elementos mais nobres, com maior poder energético, custarão mais caro. O governo brasileiro pagará a preços internacionais o etano, o gás liquefeito de petróleo e a gasolina natural contidos no fluído. Com esse acordo Brasil pagará até US$ 100 milhões a mais por ano. Segundo as contas do governo Boliviano o aumento será de 8% em relação ao valor pago em 2006. Já o governo brasileiro faz outra contabilidade e estima que o preço suba entre 3% e 4%. Segundo o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, "o acordo reconhece a necessidade de uma separação dos gases, do gás rico e do gás pobre". Os novos contratos de operação da estatal Petrobrás na Bolívia entrarão em vigor nos próximos dias. Já o novo preço do gás boliviano exportado para Cuiabá, no Mato Grosso, entrará em vigor no mais tardar a partir de 15 de abril. O Brasil mostra interesse no combustível do país vizinho desde 1936, ano quem fora realizadas as primeiras negociações para utilização das reservas de petróleo (de onde vem o gás natural) da região do Grande Chaco, no território boliviano, no entanto, o negocio demorou quase 60 anos para começar a sair do papel. Somente em 1993, os dois países assinaram protocolo para elaborar o contrato de compra e venda do gás natural. A justificativa para compra do gás Boliviano está no fato de que a Petrobrás estava pagando à Bolívia um valor abaixo do mercado pelo produto. O preço justo a ser pago pela importação do produto estaria próximo aos US$ 5 por milhão de BTUs (unidade térmica britânica, que serve de referencia para medir o produto). Atualmente, a Petrobrás paga pelo milhão de BTUs cerca de US$ 4. No Brasil o Gás Natural Veicular (GNV) - mais barato, em comparação com o que é pago pela indústria e as termelétricas pelo gás - é comercializado nas bombas a um preço médio de R$ 1,20 o metro cúbico - cerca de três vezes mais do que se paga aos bolivianos pela mesma quantidade R$ 0,40.
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