Eleição presidencial no Brasil será decidida no segundo turno

No dia 01 de outubro o Brasil foi às urnas para escolher quem será o presidente da República nos próximos quatro anos, no entanto esta decisão foi protelada e o resultado só acontecerá no próximo dia 29, quando será realizado o segundo turno das eleições. A disputa será entre Luiz Inácio Lula da Silva do PT, atual presidente, e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Cada um teve, respectivamente, 48,61% e 41,64% dos votos.

Nos últimos dias tanto eleitores como candidatos estão vivendo momentos de ansiedade e preocupação, pois, o nome do Supremo Magistrado da Nação é a esperança de um Brasil diferente, melhor para se viver.

Apesar de ter abalado a esperança dos esquerdistas, Lula conseguiu com programas assistencialistas promover condições que melhoraram a vida de muitos brasileiros. As pesquisas de intenção de voto no segundo turno apontam sua vitória, no entanto, a crise ética preocupa os petistas, pois, a população está atenta a política e as discussões a cerca da atual conjuntura eleitoral. Os brasileiros acreditam que votar é um exercício de cidadania e democracia.

Segundo analistas políticos quem definiu o segundo turno desta eleição presidencial foi o estrato social conhecido como classe média, que não compactua com os escândalos do atual governo.Lula foi derrotado nos Estados do Sul e em São Paulo, onde se concentra esse segmento da população, e no Centro-Oeste, onde há muitos empresários do agronegócio, que sofrem com a política fiscal

Geraldo Alckmin, ex-governador da maior cidade do Brasil, São Paulo, e considerado o candidato da elite e da direita brasileira,está usando como artifício os escândalos de corrupção que abalaram o congresso nacional. No seu plano de governo Alckmin promete crescimento econômico induzido por corte de impostos e ajuste no câmbio; choque de gestão (enxugamento da máquina administrativa); ampliar o Bolsa-Família e aumentar a fiscalização da assistência social; Plano Nacional de Desenvolvimento com investimentos em estradas e ferrovias, saneamento básico, habitação e urbanização de favelas.

Lula promete nos próximos quatro anos ampliar as políticas sociais, em especial o Bolsa Família; acelerar o crescimento da economia, com preços estabilizados, equilíbrio fiscal, redução da vulnerabilidade externa e das taxas de juros; na educação, instituir o Piso Salarial Profissional, a partir da aprovação do Fundeb, e redefinir a docência por meio de diretrizes de carreira; dar continuidade ao Prouni, com criação de novas universidades; privilegiar o processo de integração sul-americana, o Mercosul e a Comunidade Sul-americana de Nações, e fortalecer as relações Sul-Sul, com ênfase nas relações com os países do continente africano.

Para os paises da América do Sul a eleição no Brasil coloca em jogo a política externa de alianças, assim como a inserção internacional com conseqüências diretas para o destino futuro do povo Sul-Americano.

Marinete Pinheiro


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