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Buenos Aires foi sede do encontro continental cujo lema foi "Integração comercial ou diálogo cultural ante o desafio da Sociedade da Informação".
Do 12 ao 16 de julho na Faculdade de Direito estiveram presentes mais de 1550 inscriptos, 339 conferências divididas em 62 mesas, 8 painéis temáticos e 4 Workshop nos quais participaram assistentes de toda América Latina, Espanha, Estados Unidos, Canadá e França o congresso discutiu as problemáticas relacionadas com a política, a economia e a comunicação a 25 anos da realização do Relatório MacBride. O congresso teve duas edições anteriores: a primeira na cidade canadense de Montreal'02 e a segunda na cidade mexicana de Zacatecas '03 . A 20 anos de sua criação, a carreira de Ciências da Comunicação da Faculdade da Universidade de Buenos Aires foi a anfitriã do encontros. Comunicação e Televisão pública Uno dos *Workshop mais coincididos foi o patrocinado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais. Os panelistas foram Emilio Taddei Coordenador Acadêmico da FLACSO, Branca Eekhout Diretora de Venezuelana de Televisão (VTV) e Ana de Skalon, Diretora de Canal 7 de Argentina e Glenn Postolski, da Carreira de Ciências da Comunicação da UBA.
O processo da política de de meios do estado foi uma dos temas recorrentes, coincidiram que a medida tomada pelo governo de Kirchner de prorrogar por outros dez anos as licenças beneficia às grandes empresas comunicaçionais e impede a diversidade de meios. Ana de Skalon contou que a televisão estatal "é uma tela em disputa, não só pelo conteúdo da programação, e seu método interno de produção, e sua relação os outros canais, que são públicos mas estão em mãos privadas". Definiu a década do '90, como uma década infame, especialmente porque se impôs o método neoliberal, na administração do canal estatal, Sofovich criou o modelo da produtora fora do canal que produziu a criação de mão de obra barata e rompeu a corrente de um ofício. "O canal 7 trabalha com tecnologia do ano 1978, e as câmaras andam porque são alemãs" ilustrou a servidora pública. Contou sobre "Impressão Digital" e "Vida e volta" são programas que tentam mostrar uma Argentina oculta. Referiu-se à experiência de Visão 7 e seu posterior conflito que produziu que a intervenção do canal o sacasse do ar. O que lhe surpreendeu é que ninguém reclamasse por essa medida arbitrária. "Um canal público só não existe, é necessária uma política de comunicação da sociedade argentina, os governos são transitórios, como meu passo pelo canal" Branca Eekhout contou sua prolífica experiencia na televisão alternativa venezuelana, desde seus começos em CAPIA TV, onde tinham o slogan "Não veja TV, faça-a", impulsionando à gente a tomar a câmara e filmar. "Um exercício microfísica do poder". Apesar de algumas mudanças impulsionadas pelo governo Bolivariano, Branca E. explicou que se vive numa ditadura mediática que se fez evidente na tentativa de golpe em 2002, com a cobertura dos 65 dias de desemprego petroleiro e o chamado a uma guerra civil desde as telas. Blanca E. conta com detalhes como funcionavam os meios e mostravam uma Venezuela saudita, cheia de misses e onde o consumo se alentava e para poder ser se tinha que ter. Tinha uma população "inexistente" de mestiços, afro-descendentes que viviam nos cordões "de miséria" de Caracas, não tinham documentação e eram maioria. No "Caracazo" de 1989, quando a gente não suportou o alça do transporte público e teve desobediência coletiva, oficialmente mataram a 300 pessoas, mas como muitos eram indocumentados, especulam-se mas de mil. Os meios de comunicação aplaudem o massacre e lhe procuram justificativas, ali se produz o quebre, rompeu-se o feitiço mediático; pôs-se em evidência que os MDC eram parte do sistema. Em 1992 se produz a sublevação de militares, o plano fracassa e para que se rendam plenamente, os alçados pedem uns minutos da corrente para informar a população sua decisão de render-se. Ali se vê a um militar mestiço, indígena, negro, ou misturado, jovem e que se faz responsável do levantamento e promete que "virão tempos melhores". Hugo Chávez Frias é derrotado, mas consegue conectar-se com a maioria venezuelana. Essa conexão se materializa cuando lhe ganha na eleição presidencial a uma ex Miss universo. Outro momento importante foi a tentativa de derrocá-lo através do golpe do 2002, presencia-se uma repressão mediática, e se planifica uma montagem mediática para justificar o golpe. Mas se deu uma "comunicação afetiva" já que a população venezuelana saiu às ruas e não se moveu, lia-se num cartaz em Maracaibo "nos devolve a nosso louco". Foi uma defesa de amor, mas que um presidente tinha conseguido ser como um irmão, tinha uma conexão emocional.
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