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Inimigos íntimos sob o sol
A sensação de perigo depois dos atentados terroristas ocorridos em diferentes lugares do mundo, inunda as telas catódicas dos canais de desinformação mais eficazes pelo qual se "informa" a percentagem da população mundial que tem o acesso a esses meios. Claro que a primeira plana dos tabloides publicaram sobre o ocorrido em Londres, mas pouco sabemos de outros atos atrozes que ocorrem em lugares como Iraque ou Afeganistão. Não ocupou nenhuma primeira plana dos jornais os 25.000 civis mortos no território ocupado. Sim se ocuparam dos atentados terroristas perpetrados pela resistência iraquiana. Ainda que os mesmos atos produzidos com igual selvageria, têm diferentes nomes para os meios globais, os uns são "atos terroristas" e os outros "danos colaterais". Não há bons e maus nesta história, como também não existe a bondade ou a maldade em sua máxima pureza. Os inimigos, mais do que inimigos parecem ser tão amigos do que a forma em que estão aconteçendo as coisas beneficia seus respectivos interesses. No meio estão grande parte da humanidade que é provocada para que se veja involucrada numa contenda na qual tem tudo para perder. Os conflitos militares são benéficos para aqueles que detentam o arsenal dêstructivo mais poderoso e hoje presençamos como se estão executando em diferentes lugares, não só deste mundo senão do espaço exterior. Faz algumas semanas nos inteiramos de que "foi exitoso" a destruição de um asteroide com fins científicos. Com os mesmos fins científicos se criaram as bombas atômicas, mas agora teria que se perguntar se esses fins são benéficos para a humanidade. Também caberia perguntar-se se essa quantidade imensa de dinheiro que se utilizou para levar a cabo esse experimento, não tivesse sido mais proveitoso usá-lo para salvar a uma quantidade enorme de pessoas (que não são notícia) que morre de fome dia a dia. Mas ainda que seja perverso, o mecanismo é lógico, primeiro destruímos e depois averiguamos de que se trata; total enquanto não nos afete a nós não é perigoso. Um raciocínio a corto praço que está levando a uma destruição progressiva do lugar onde habitamos, seja um estado desenvolvido, sub-desenvolvido, do norte ou do sul, árabe, judeu, de Oceania ou de África. O planeta é um só, a terra não conhece de fronteiras, as fronteiras são inventos do homem a partir do momento em que quis fazer dela sua propriedade. De ali mais, foi-se concentrando em poucas pessoas a propriedade da terra. Essa forma inquestionável em que estão organizadas nossas sociedades se impôs pela força das armas nos cinco continentes e limitam nossa forma de perceber a vida. Fazem-nos crer por meio do medo e o terror que as coisas são só de uma maneira e que não há outra forma de viver que não seja submeter-se a essa idéia. A forma linear e progressiva de ver a vida, com um princípio e um fim, contrapõe-se àquela idéia de vida circular, onde todos surgimos da terra e voltamos a ela para continuar com o ciclo inacabável da vida. No mês da *Pachamama/ se faz necessário voltar à fonte de vida que nos permite dar-nos conta que o mais débil ou o mais poderoso são iguais quanto fazem o mesmo percurso. Nasce, cresce, dá frutos, decai, morre e sua energia nutre a terra.
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