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Depois de quase 15 dias de manifestações, marchas e bloqueios em todo o país, o presidente apresentou por segunda vez sua renúncia esta segunda-feira 6 de junho. A medida foi aceitada no fim de semana já que a hierarquia da Igreja Católica se reuniu com os representantes dos três poderes do estado boliviano para procurar uma saída negociada à crise. Desta maneira se tenta frear a avançada dos movimentos sociais que têm paralisado o país. Nada disso ocorreu, en cima de mais bloqueios alguns grupos indígenas tomaram sete campos petroleiros no Oriente boliviano. Num Cabildo Aberto realizado ao meio dia do 6 de junho, de meio milhão de pessoas, que congregou organizações vicinais, sindicais e camponesas na praça São Francisco; decidiram apontar à criação de um governo do povo através da Assembléia Constituinte. A renúncia de Mesa, em primeira instância atrasará a execução da Assembléia Constituinte já que o Congresso terá que definir a sucessão presidencial. O Congresso terá outra oportunidade para viabilizar uma solução já que foi evidente o fracasso dos deputados do MNR, MIR, DNA e NFR, que se opunham a dar prioridade à Assembléia Constituinte e optavam pela aprovação do Referendum Autonômico que propõe o Comitê Cívico Pró Santa Cruz. Enquanto isto sucedia, esgotavamse as reservas de pão, carne e outros alimentos ao mesmo tempo que a falta de combustíveis provocou a paralisação, quase total da cidade. As medidas de pressão tendem a radicalizarse e excedem a direção dos dirigentes da COR e a Fejuve de El Alto. La Paz parece uma cidade asediada pela guerra, não há serviços, há destroços e as soluções parecem longínquas. Discurso de despedida Em rede nacional e manejando o discurso televisivo como em seus melhores tempos de jornalista, Mesa felicitou às Forças Armadas e à Polícia Nacional e lhe desejou sorte à Igreja em seu papel de mediadora. |